Visualização da evolução
Exemplo conhecido: com capital inicial de R$ 1.000, taxa de 1% ao mês por 12 meses sem aportes, o montante aproximado fica em R$ 1.126,83.
Exemplo conhecido: com capital inicial de R$ 1.000, taxa de 1% ao mês por 12 meses sem aportes, o montante aproximado fica em R$ 1.126,83.
Juros compostos são juros que incidem sobre juros. No primeiro mês, o rendimento é calculado sobre o capital inicial. No segundo, é calculado sobre o capital mais o rendimento do mês anterior, e assim por diante. O resultado é um crescimento exponencial, não linear.
A fórmula é M = C × (1 + i)n, em que M é o montante final, C o capital inicial, i a taxa por período e n o número de períodos. Com aportes mensais, soma-se a série de parcelas, cada uma capitalizada pelo tempo que ficou investida.
É o oposto dos juros simples, em que o rendimento incide sempre sobre o capital original. A diferença parece pequena no começo e se torna enorme no longo prazo.
O resultado traz o montante final, o total aportado, os juros acumulados, uma tabela mês a mês e um gráfico da evolução.
R$ 1.000 aplicados a 1% ao mês, sem aportes, por 12 meses:
Nos juros simples, o mesmo cenário renderia R$ 120,00. A diferença de R$ 6,83 em um ano parece irrelevante, mas o mesmo cálculo em 30 anos muda de escala: a R$ 1.000 a 1% ao mês por 360 meses, o montante passa de R$ 35 mil, contra R$ 4.600 nos juros simples.
Como o crescimento é exponencial, o efeito do tempo é maior que o da taxa na maioria dos cenários realistas. Dobrar o prazo tende a produzir mais resultado do que dobrar a taxa, porque cada mês adicional atua sobre uma base maior.
É por isso que começar cedo importa tanto. Quem investe R$ 200 por mês dos 25 aos 35 anos e depois para tende a acumular mais do que quem investe o mesmo valor dos 35 aos 65, mesmo tendo aportado três vezes menos.
| Mês | Total aportado | Juros acumulados | Saldo final |
|---|
Porque o valor acumulado vira base para novos juros. No começo, a base é pequena e o rendimento mensal é baixo; no fim, a base é grande e o mesmo percentual gera valor muito maior. É a natureza exponencial do regime composto.
Nos simples, o juro incide sempre sobre o capital inicial. Nos compostos, incide sobre o capital mais os juros acumulados. Em prazos curtos a diferença é pequena; em prazos longos, os compostos superam os simples por larga margem.
Não. O resultado é nominal, ou seja, em reais da data final sem desconto inflacionário. Para obter o ganho real, subtraia a inflação acumulada do período do resultado apresentado.
A calculadora trabalha com taxa mensal. Se você tem a taxa anual, converta com (1 + anual)^(1/12) − 1. Para 12% ao ano, isso dá aproximadamente 0,949% ao mês, e não 1%.
Marcada, os juros de cada mês passam a render no mês seguinte, que é o comportamento real de um investimento. Desmarcada, os juros ficam separados sem render, simulando uma situação em que você saca o rendimento todo mês.
A matemática é a mesma, mas o sentido se inverte: no financiamento, você paga juros e o saldo devedor cresce se não amortizar. Para esse caso, o ideal é uma calculadora específica de amortização, com prestações e saldo devedor.